segunda-feira, julho 13

Coisas que eu faço


Corte Inglés. Um casal, ela grávida, os dois com cara de ponto de interrogação em frente a um monte de cadeiras da papa. Para mim, todas um trambolho, cheias de interstícios para limpar, algumas lindas de morrer, como a da Stokke, mas demasiado caras. Eu que já estive tantas vezes naquela situação em busca da utilidade, do conforto e da segurança ao melhor preço mas com milhares de opções à frente, e com um bebé a salvaguardar-me de parecer uma doida, nem pensei duas vezes: " - Desculpe meter-me mas se estão a pensar comprar uma cadeira da papa, escolham a do IKEA, aquela a menos de 20€ que, além de ser uma pechincha, faz o mesmo que as outras todas e ainda dá para levar de férias. A sério, uma cadeira da papa não é uma espreguiçadeira perfeita, nem uma excelente secretária por isso não acreditem nas que misturam isso tudo". Eles pareceram francamente aliviados. Ainda pediram opiniões sobre espreguiçadeiras. E eu, sem ninguém me ter pago para nada disto ou pedido de opinião, fui à minha vida como se fosse normalíssimo fazer aquele papel de guru da maternidade com desconhecidos (mentira, andava à procura de um parque e bem me teria dado jeito uma mãe experiente por perto).

Henriq(uieto)!


Os dias andam agitados. Há novas movimentações cá em casa. O Henrique de repente começou a gatinhar a toda a velocidade para a frente (já gatinhava, mas só para trás!) e por todo o lado, sobretudo para onde não deve: fichas elétricas (tapar: check!), dvd, box e afins, quer roer as pernas das cadeiras e mesas, bate com a cabeça nas grades da cama por tudo e por nada (as proteções são baixinhas, vamos ter de providenciar melhores). Na hora do nosso banho, a espreguiçadeira, já é para esquecer, vira-se a ele e à cadeira. Andamos por isso em busca de um parque, tipo tábua de salvação, particularmente importante para mim, que estou com ele todo o dia em casa e preciso de fazer coisas prementes como vestir-me, fazer xixi, cozinhar e não posso estar o tempo todo em cima dele a toldar-lhe os movimentos. As investigações estão quase terminadas, por força da urgência. Cá em casa, talvez devido ao cansaço ou à muita vontade de aproveitarmos bem os tempos livres, tendemos a não antecipar muito estas questões e ainda não nos tínhamos dado muito mal. Até agora...

Por outro lado, de há uma semana para cá começou a desafiar-nos, e a sério, com birras de ficar roxo, a bater na colher da sopa e a espalhá-la por todo o lado, a não querer adormecer na hora da sesta, nem no colo, por vezes. Estamos a tentar não deixar passar em branco o assunto para não darmos azo a crises piores. Ler alguma coisa sobre isto mas é tudo tão contraditório - mimos extra vs disciplina.

Para mim, é muito difícil não transparecer que fico zangada naqueles momentos de tensão, canto para fingir que não me está a afetar, tento distraí-lo, resolver o problema de cada birra em particular, mas é inevitável não pensar que em cada gesto o estamos a educar ou a deseducar. As dúvidas são mesmo mais que muitas. No final, por mais desafiantes que sejam os dias, que nem escrever me deixam - ou aproveito as mini sestas para dormir e ganhar forças para as birras seguintes ou começo a escrever e deixo a meio para ir pôr uma chucha ou tentar novamente embalar - não consigo deixar de olhar para ele, deliciar-me com as caras amorosas e dar-lhe ainda mais mimos nos momentos bons, porque não acredito nisso de crianças com excesso de amor. E penso que ele tem tantas outras coisas boas como dormir as noites inteiras desde as nove da noite, e já quase desde o início, que talvez isto seja só uma fase ou que podem ser os dentes a começar a chegar finalmente. Agradeço também ser eu a lidar com isto tudo diretamente e das culpas me poderem ser imputadas, se quiserem ir por aí... Prefiro ser eu a gerir tudo isto durante o dia, e o pai durante o resto do tempo, a eventualmente pensarmos que não estão a tratá-lo bem na creche. Somos os pais com as nossas virtudes e defeitos e estamos a aprender tudo sobre este bebé, tal como ele. Já devem ter reparado que gosto sempre de finais felizes, e de desabafos com conclusões positivas. Às vezes inibo-me até de escrever muito zangada, porque está na minha natureza ver o copo cheio, lutar sempre por dias melhores. Esta é a minha vida e por muitas outras que pudesse ter escolhido é muito fácil chegar à conclusão que esta é a melhor, que tenho tanta sorte e que tudo isto é suado porque é das poucas coisas que merecem realmente mantermo-nos erguidos e unidos. Ainda que às vezes possa parecer, mesmo fisicamente, esgotada e atarefada a resolver a logística toda à nossa volta, trago sempre um par de sorrisos guardados no bolso para estas alturas. E eles sabem como ninguém ir lá buscá-los.

domingo, julho 12

O melhor que fizemos: escolher o Serviço Nacional de Saúde


Quando o Henrique nasceu, a insegurança de vivermos a parentalidade pela primeira vez e o facto de precisarmos de um ninho para garantir que tratavam do nosso filho sem demasiados sobressaltos e desconfortos, fez-nos escolher as consultas de uma pediatra do Hospital da Luz. Parecia-nos a continuação natural do parto, que correu tão bem ali, e como tínhamos uma boa referência dada por amigos, acabámos por fazer lá as consultas dos cinco primeiros meses, todas as vacinas, uma urgência, análises.

Chegou uma altura em que percebemos que ele estava super saudável, ainda não nos tínhamos decidido por nenhum seguro e os gastos começavam a ser incomportáveis - sobretudo pensando que gostaríamos de dar as mesmas coisas a três filhos. Apesar da competência técnica nunca ter sido posta em causa, nunca sentimos uma empatia pessoal com a médica, achávamos as consultas muito curtas para o tempo de espera e ficávamos com a sensação de que ela andava às aranhas sobre o nosso processo, que havia pouco espaço para perguntas e as respostas aos emails/sms em horas de aperto um bocado a despachar.

Fui tentar resolver o nosso problema batendo à porta do centro de saúde da nossa nova área de residência. " - Não há médico de família para ninguém". Era o que temia. "- Mas vá ali abaixo à Unidade de Saúde Familiar USF), pode ser que a possam inscrever". Não fazia a mínima ideia do que tal coisa era, mas cheia de boa vontade lá fui de sorriso arreganhado a dizer que eu, o meu filho e os próximos dois (a fazer charme claramente) precisávamos de um médico. Na altura não percebi se me tinham achado graça a mim, se aos lindos olhos do Henrique, mas inscreveram-me de imediato e hoje sei que são simplesmente ultra competentes. Ainda que as vagas de médicos também não abundem por lá, tivemos a sorte da vida e podemos dizer que a nossa querida USF (um projeto-piloto do Serviço Nacional de Saúde mas com autonomia própria, que complementa os cuidados de saúde primários) é uma das maiores descobertas nos últimos tempos.

Como dizia, o cuidado com o utente começa logo no atendimento simpático e eficaz, na sala de espera pouco ou nada atulhada, porque a marcação e os tempos de consultas são eventualmente geridos a pensar nisso, o espaço é neutro, está bem cuidado dentro de um estilo austero perfeitamente adequado às necessidades, o nosso médico é atencioso, completo e faz questão de conhecer e documentar todo o agregado familiar (estamos os três a ser seguidos lá) e o corpo de enfermagem absolutamente competente e carinhoso. Na prática na Luz esperávamos uma hora para sermos atendidos em 15 minutos, aqui esperamos no máximo 15 minutos para sermos atendidos e, no caso do Henrique, passamos primeiro por uma enfermeira que pesa, mede, dá as indicações sobre alimentação de forma clara e pormenorizada, respondendo a todas as perguntas e dando abertura para outras abordagens trazidas pelos pais, avaliando ainda as questões de desenvolvimento. Passamos ao médico que o passa a pente fino. Não estamos lá menos de uma hora entre as duas coisas, e sem conversas desnecessárias. Talvez nas próximas consultas seja mais rápido porque ele está ótimo e já têm todo o historial. Connosco é tudo muito mais rápido mais igualmente eficaz e as análises também funcionam bem.

Com este acompanhamento do médico de família acabamos por evitar muitas consultas de especialistas (fora as óbvias: dentista, oftalmologista, ginecologista, no meu caso...) e sentimos que estamos permanentemente sob vigilância e com tudo em dia. É claro que se trata de um clínico geral mas, quando não há nenhum problema em particular, não vejo necessidade de fazermos o seguimento dos nosso filhos exclusivamente no pediatra. Ainda não experimentámos as urgências, mas para já estamos fãs. Sentimo-nos a irradiar saúde e mesmo bem tratados, tal e qual aqueles protagonistas sorridentes de fotografias de anúncio - e, por isso, não poderia deixar de trazer aqui as maravilhas desta componente do Serviço Nacional de Saúde.


sexta-feira, julho 10

Já somos mais que as mães


Quando comecei isto de ser uma mãe com blogue, e não blogger, pensei mais em mim e no Henrique, e na falta que nos faz registar estes momentos bons e desafiantes que passamos juntos. Claro que queria ser lida mas via essa parte como um bónus e a verdade é que me entusiasma muito mais escrever não só para nós, ser útil também aos outros. Estou por isso muito feliz por estarem aí a acompanhar-me nestes dias. Nem sempre tenho tempo para tantas ideias, e olhos e cabeça fresca para corrigir tantas gralhas, mas este processo de fazer blogue uma extensão, mais ou menos natural, de mim também é progressivo e também se deseja que a minha vida seja muito mais que virtual, se não teria pouco para contar. Para mim ter um blogue não é uma maratona, mas uma corrida de fundo e quanto mais me mostrar exatamente como sou mais feliz ficarei. Esse descascar da cebola faz-se aos bocadinhos, quer nos posts mais íntimos, quer nas preocupações mais práticas. Acreditem que não são só vocês a descobrir-me, há também aqui uma pessoa muito curiosa por se conhecer a si própria. 

quinta-feira, julho 9

Desafio Noras/Sogras - Quando nasce uma mãe, nasce também uma avó

A minha sogra e eu juntámo-nos e chegámos a consenso. Criámos juntas 10 regras para as noras e 10 para as sogras que, não sendo obviamente universais, tocam em muitos pontos que nos parecem sensíveis nesta relação que, apesar de parecer mesmo um cliché, fica realmente mais tensa com o nascimento de um bebé, sobretudo se for primeiro filho e primeiro neto, como foi o nosso caso.

A ideia não é assim cobrirmos todos os problemas que existem entre noras e sogras ou passarmos a ser ambas perfeitas, porque todas temos dias menos bons e isso da perfeição não existe, mas mostrar que é normal haver dificuldades nesta relação - muitas vezes até é com as mães, e não com as sogras - e que é possível com respeito, diálogo e espaço chegar-se a um estado confortável em que partilhamos os seres mais importantes das nossas vidas sem desconfianças e com menos tensões.

As nossas fontes foram a nossa própria experiência, à qual juntámos alguns contributos de amigos e a preciosa ajuda das mães do grupo do Facebook 4Mom's, onde partilhei a vontade de fazer este desafio, recebendo o testemunho de várias mães. A todos, mas sobretudo à minha sogra, obrigada.





Sogras

1) Respeite o espaço do casal - não faça visitas sem perguntar primeiro, em especial nas horas de sono do bebé, bata sempre à porta antes de entrar no quarto, saiba entender sinais naturais como uma chamada sem resposta ou uma porta fechada. Não marque qualquer tipo de compromisso, familiar ou com amigos, focado nos seus netos, sem consultar primeiro o seu filho e nora.

2) Depois do nascimento de um bebé, quer seja o primeiro ou o quinto, os pais, e sobretudo as mães, precisam de tempo para "lamber as suas crias" e reencontrar os ritmos da família. Aceite naturalmente que nesses dois ou três primeiros meses, a maior ajuda que poderá dar é estando por curtos períodos de tempo com o bebé, levando comida feita, ajudando nas tarefas domésticas. Se a ansiedade não se apoderar de si, esse espaço será apreciado e rapidamente terá o seu como avó.

3) Evite por tudo tirar o bebé do colo da mãe. Depois de pedir para pegar nele, espere que o bebé lhe seja colocado por ela nos seus braços. Se a mãe precisar de ter o seu junto dela, respeitar o momento sem pressionar. Evite dizer que faz alguma coisa melhor que ela para justificar o pedido de colo.

4) Não exerça qualquer pressão sobre a amamentação com comentários sobre a qualidade do leite, peito da mãe, peso do bebé ou duração da mamada - este é um momento apenas de mãe e filho e deve ser vivido com toda a tranquilidade e longe de preocupações, salvo se lhe for pedida ajuda, que deverá dar respeitando toda a intimidade da mãe.

5) Sempre que sentir que não está a ser bem tratada ou respeitada no seu papel de avó, fale diretamente com a sua nora e numa conversa calma mostre-lhe o quão importante é para si estar com os seus netos, que entende e respeita as regras nas quais a sua nora e o filho querem educar os seus próprios filhos e que sabe que ela é uma excelente mãe. Não faça queixas ao seu filho, isso poderia prejudicar o casal e certamente quer ver o seu filho feliz e ter mais netos.

6) Respeite as regras dos pais no que toca a educação da criança, em particular em questões sensíveis como reação a birras, alimentação, sonos, saúde, tempos e programas de televisão e outros dispositivos semelhantes e nunca interfira nos castigos. Ensine os seus netos a respeitar as regras dos pais mesmo em sua casa, isso promoverá a união familiar e uma melhor educação das crianças. (Se tiver vários netos de vários filhos diferentes, não se esqueça que as indicações de cada um podem ser diferentes e, apesar de poder ser confuso, devem ser respeitadas na mesma).

7) Não dê contraordens à ama ou educadora dos seus netos nem tente tirar informações, são os pais que devem construir essa relação. Aparecer neste contexto sem avisar também pode ser mal interpretado.

8) Comporte-se de forma igual com o seu neto, quer esteja só na presença do seu filho ou na presença da sua nora e evite comentários sobre o seu estilo de vida, afinal o seu filho, apesar de continuar a amar os pais, escolheu-a para partilhar a sua vida, quer goste ou não dela.

9) Não esteja sempre a culpabilizar os filhos pelo pouco tempo que passa com eles e com os seus netos. Tente "negociar" pelo menos um dia por semana em que esteja com eles e tudo o que venha por acréscimo é pura felicidade, nunca "de menos".

10) Quando estiver com os seus netos e surjam dúvidas sobre as regras impostas ou que surja alguma situação inesperada, telefone ou comunique com os pais. Eles irão apreciar e ficarão mais sossegados se souberem que o faz em vez de tentar resolver a situação sozinha.


Noras

1) Dê a oportunidade à avó de criar uma relação de proximidade e afeto com os netos, promovendo o contacto, se possível semanal, e envolvendo-a nas tarefas dos seus filhos regularmente. Assista com prazer aos momentos de cumplicidade e amor entre os seus filhos e os avós, deixando-os ter o seu espaço próprio sempre que possível.

2) Ensine os ritmos e preferências do bebé e/ou criança, relembrando-os sempre que necessário de uma forma calma, evitando qualquer tipo de confronto, sobretudo quando os seus filhos forem mais velhos e já perceberem a situação mas lembre-se que, desde muito cedo, um bebé percebe as tensões e que vai ser atingido caso haja um mau relacionamento. As regras que estabelecer com a sua sogra devem ser as mesmas para a sua mãe.

3) Dê espaço à sua sogra para que ela, se assim o desejar, possa fazer tarefas rotineiras do bebé como dar um biberon ou a comida, mudar uma fralda, vesti-los... Mesmo que não seja feito exatamente como gostaria, na prática isso terá pouca importância face ao prazer que dará à sua sogra. Terá todo o tempo para fazer estas coisas no dia-a-dia à sua maneira. Se não se sente confortável com algum pormenor, acompanhe a tarefa e vá orientando calmamente.

4) Sempre que se sentir mais irritada, lembre-se que ama o seu marido, que ele foi educado pelos seus sogros e que estes têm esse mérito. Lembre-se também o quão triste ele ficaria de ver as pessoas que mais ama zangadas.

5) Elogie a sua sogra sempre que fizer sentido, diga-lhe as coisas boas que sabe que sabe que o seu marido aprendeu com ela e como gostaria de ser tão boa mãe.

6) Nem os pais nem os avós querem que os seus filhos ou netos se magoem. Se por acaso isso acontecer durante a estadia com os seus sogros tente perceber a situação mas nunca os culpe diante das crianças. Se alguma situação mais perigosa puder ser evitada, poderá dizer-lhes em privado.

7) Já viu que a sua sogra trata bem dos netos, sabe que ela respeita as suas regras, dê-lhe esse prazer e deixe-os com ela. Aproveite o momento para fazer coisas que goste como estar com os seus amigos ou jantar tranquilamente com o seu marido. Quando for buscá-los, agradeça-lhe e tente saber como foi o tempo que passaram juntos mas fique sobretudo contente com o sorriso dos seus filhos.

8) Sempre que possível fale diretamente com a sua sogra. Se não se sentir com coragem ou estiver mais fragilizada, peça ao seu marido mas não faça disso uma regra. O seu companheiro irá apreciar a maturidade demonstrada por saber resolver as suas próprias divergências diretamente com a sua mãe e a sua sogra também se sentirá mais próxima de si e entenderá melhor os seus problemas de viva voz.

9) Se os avós são o seu apoio fundamental e são eles que cuidam habitualmente dos netos enquanto trabalha, evite sobrecarregá-los também aos fins-de-semana. O espaço funciona para ambas as partes.

10) Ensine os seus filhos a respeitar os avós da mesma forma que respeita os pais, nunca diga mal deles e mostre-lhes, à medida que eles forem ficando mais velhos, como podem ajudá-los com tarefas simples como apanhar ou alcançar objetos, carregando alguns pesos, lendo-lhes um jornal ou revista, fazendo-lhes simplesmente companhia pedindo-lhes que contem as histórias das suas vidas. Lembre-se das suas próprias memórias com os seus avós e mostre aos seus filhos como essa relação é um tesouro precioso nas suas vidas.


terça-feira, julho 7

Interregno para reflexão

A minha sogra querida e eu andamos a apurar as regras do nosso desafio nora/sogra e temos o nosso fumo branco quase a sair pela chaminé, para podermos lançar ao mundo as nossas conclusões. Não é fácil vermos preto no branco as coisas que nos foram difíceis ultrapassar, gera obviamente muitas interrogações sobre o que sentiu e sente de parte a parte, e ganhamos também novo fôlego para todas as dificuldades que ainda temos pela frente, mas só vos digo: tenho uma Senhora sogra corajosa. Casei com um homem bom, ganhei uma família mesmo boa também. E este blogue tem-me saído melhor que terapia familiar.

domingo, julho 5

"Este blogue é sobre os Dias da Mãe, mas também poderia ser sobre os Dias do Pai"



Ontem foi dia de nos encontrarmos com a Sara Marques, uma jovem jornalista da geração escreve-fotografa-filma-edita cheia de vontade de vencer, que precisava de material de trabalho e se lembrou de mim, mãe-a-dias com um blogue recente. Tivemos uma conversa muito simpática e descontraída em que eu, um bocadinho franzida pelo sol e igual a mim mesma num "dia de trabalho", expliquei quem sou, porque escolhi este estilo de vida, se sempre sonhei com a maternidade e de onde partiu a ideia de escrever sobre Os Dias da Mãe. Em breve publico aqui o vídeo para ficarem a conhecer-me um bocadinho melhor.