sábado, julho 25
Dá vontade de engolir
sexta-feira, julho 24
Os três copinhos de leite
Quando era adolescente e até um bocadinho mais tarde, incomodavam-me sempre os comentários no regresso de férias sobre o meu tom de pele muito branco, perguntavam-me se tinha ido mesmo à praia, chamavam-me "bifa", entre outros mimos. E eu a rir lá ia aguentando aquilo, e fazendo um esforço para estar ao sol mais tempo, apesar de detestar o excesso de calor, chegando mesmo a tomar cápsulas potenciadoras do bronzeado e a usar cremes especiais, mas a minha melanina - ou a falta dela - simplesmente não colabora. Há meia dúzia de anos que deixei simplesmente de me preocupar com o bronze. Por mais que me protegesse com protetor 30, expor-me ao sol em demasia significava quase sempre escaldão num ou noutro interstício onde não tinha posto tão bem o creme e, não só era um inferno ficar às manchas, que por vezes se notavam todo o inverno, como sempre tive imenso medo das doenças de pele.
É por isso que, agora com o Henrique, não me incomoda nada que façamos praia só nas horas boas. Este ano os melhores amigos da nossa pele, já que somos os três uns copinhos de leite, têm sido, além da sombra, chapéus e óculos de sol, os protetores 50 da Avène - mineral para o mini, a conselho da pediatra. Não se pode dizer que seja a tarefa mais agradável besuntá-lo de ponta a ponta e espalhar bem para não ficar com aquele ar de fantasminha Casper, porque esperneia por todos os lados, mas pomos todos antes de sairmos de casa e ficamos muito mais descansados. É um investimento de tempo que compensa em menos chatices na praia (com areia à mistura este ritual ainda é mais complicado neles, e assim basta ir repondo aqui e acolá) e sem dúvida em saúde. Quanto aos comentários, hoje é para o lado que durmo melhor. Apesar de estar a léguas, adoro ver mulheres lindas e brancas como a Julianne Moore, Marion Cotillard, Anne Hathaway e sei que tenho muito mais possibilidades da minha pele envelhecer melhor.
terça-feira, julho 21
As primeiras férias a três (parte I): os ritmos de hoje e os de antigamente
A parentalidade é uma surpresa constante. Não só estamos sempre a lidar com um ser em transformação, como estamos permanentemente a ter de alterar e rever aquilo que já fazíamos antes dele chegar, férias incluídas. Chegámos no domingo ao final do dia ao mesmo sítio onde passamos as férias de Verão há anos, Tavira. Adaptação tem sido a palavra de ordem. Andamos a testar um plano estratégico que seja bom para todos, equilibrismo que geralmente pende mais para o que é bom para o minúsculo do que para nós, mas gostamos de o ver feliz e estamos conscientes que os primeiros anos - de todos os filhos - são os mais difíceis (temos pelo menos aí uns seis anos disto, vá... com a dificuldade a crescer de ano para ano mas a experiência a aumentar).
Eis a comparação das nossas rotinas antes-H. e pós-H.:
O despertar
Antes: Acordar às 10h/10h30 sem pressas
Agora: Acordar às 07h sempre, ele não dá tréguas: aqui sou eu que asseguro o biberon, o pai acorda durante a noite para pôr a chucha enquanto eu finjo que estou morta (geralmente não oiço mesmo, salvo se estiver sozinha em casa com ele), despachamo-nos rápido porque ele está com a energia toda e não há quem o segure em casa sem se atirar a tudo o que é esquina
O dia
Antes: Praia das 11h até às 20h à sombra de uma palhota, com almoço leve levado de casa ou comprado no bar da praia
Agora: Praia das 08h às 10h/10h30 sem direito a palhota, porque não vale a pena pagar por espreguiçadeiras se vamos estar a brincar com ele na areia, e com chapéu de casa para podermos regular à vontade do freguês, arranjar um lugar fresco para o iogurte da manhã, metê-lo no carro e aproveitar a sesta dele num café da cidade para pôr a nossa leitura em dia, até ele acordar e começar a ficar demasiado impaciente. Almoço em casa seguido de sesta, geralmente para todos. Praia novamente das 17h30/18h às 20h.
O anoitecer
Antes: Chegar a casa da praia e desfrutar daquela sensação maravilhosa de tirar o sal da praia, pôr creme, secar o cabelo com secador e passar a placa de alisar, maquilhagem, perfume... e por fim sair para jantar fora e passeio na cidade, concertos ao ar livre, saltinho a Vilamoura ou a outra cidade mais movimentada se nos apetecesse.
Agora: Chegar a casa, pai toma banho a correr, eu passo-lhe o bebé para o duche, preparo-lhe roupa e visto-o mal sai, pai veste-se e dá-lhe jantar enquanto eu tomo banho num ápice com passagem rápida pelo secador e no máximo um bocadinho de rímel. Depois é metê-lo no carro e rezar para que adormeça ferrado (a praia ajuda) para podermos jantar sossegados e que só acorde lá para a sobremesa. Deitamos cedo para estarmos fresquinhos no dia seguinte.
Quanto mais interiorizado isto estiver e melhor aproveitarmos os tempos de descanso dele, melhor funciona para todos. Se há coisa que tenho aprendido, desde que estou em casa com o Henrique, é que contrariar o ritmo dos bebés só traz chatices, birras, dores de cabeça. Não vale a pena fingirmos que somos muito cool, muito relaxados para termos um bebé a chorar, infeliz, cheio de calor ou cheio de sono. É meio caminho andado para nós próprios termos uma crise de nervos porque nem aproveitamos o que queremos fazer, nem ele está bem.
Tivemos 10 anos para nós, agora é justo dar-lhes a eles o espaço dele(s), o tempo dele(s). Nós vamo-nos revezando para termos os nossos momentos pedindo ajuda aos avós e tias para as saídas a dois, quando estamos em Lisboa ou em Coimbra. Rapidamente os filhos deixarão de querer vir de férias connosco e nessa altura voltaremos a ter a praia para nós, as palhotas, as espreguiçadeiras (mas morreremos de saudades destes tempos e vamos recordá-los de mojito na mão, tenho a certeza). Agora é deixar a onda passar e desfrutarmos com toda a alegria a maravilha que é acordar com um bebé feliz a palrar, brincar horas às forminhas com ele na areia, mostrar-lhe as gaivotas, as conchinhas, dar-lhe beijinhos quando está em modo croquete, ser o aconchego dos soninhos dele quando regressamos da praia...
sábado, julho 18
sexta-feira, julho 17
Quem é afinal esta mãe que vos escreve?
Prefiro claramente escrever a falar em público, mas este convite da jornalista Sara Marques resultou num dois em um. Por um lado dar-lhe material de trabalho, por outro dar-me a conhecer aqui um bocadinho melhor. Fica o resultado de uma conversa breve mas muito simpática, num dos meus sítios preferidos, o Parque de Jogos 1º de Maio. Obrigada, Sara.
quinta-feira, julho 16
O Henrique anda a ler o blogue
Só pode. Depois de me ter queixado que ele andava impossível e que já não sabia o que fazer, ontem e hoje voltou ao seu estado normal de anjo na terra. De repente come outra vez lindamente, sem birras e sem nos obrigar a manobras de distração ao nível do Cirque du Soleil. Tem dormido sestas até grandes demais, obrigando-me a adiar combinações em honra do repouso de Sua Excelência. E já temos uma cama de viagem herdada que tem servido de parque na perfeição. Ah, até nos deixa dar abraços e beijinhos, que retribui com gritinhos de satisfação delirantes... Estou no céu mas isto das fases das crianças tem qualquer coisa de muito bipolar. Deixem cá ficar esta versão, está bem? Prometemos cuidar atentamente. É que o cansaço assim até sabe a rebuçados.
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