quinta-feira, agosto 6
Passatempo BeBunXi - temos vencedora!
A coroa do passatempo que fizemos em parceria com a BeBunXi vai viajar até uma cabecinha amorosa nas Caldas da Rainha. Parabéns à grande vencedora - Catarina Correia!
quarta-feira, agosto 5
Ferrugem e osso
Estávamos tão relaxados no dia antes de voltarmos aos nossos "trabalhos" (as aspas são para o meu), que conseguimos alugar este "Ferrugem e Osso" e nem sentir aquele aperto de domingo, acrescido de final de férias. Foi uma doce transição.
Este filme do Jacques Audiard, que já é de 2012, conta a história de um amor improvável entre um segurança, boxeur e pai muitas vezes ausente de um miúdo de 5 ou 6 anos com uma treinadora de orcas, meio perdida no seu vício da sedução, que fica sem pernas depois de um acidente de trabalho. Ela é protagonizada pela maravilhosa Marion Cotillard e ele é o giro do Matthias Schoenaerts, que eu desconhecia. A forma genialmente bem filmada e trabalhada por Audiard de mostrar a superação da depressão dela no pós-acidente e dele, enquanto pedra bruta que desconhece a verbalização de sentimentos, culminando numa história de amor, deixou-nos rendidos ao filme. Como pais uma das cenas finais, com a quase morte do rapaz dentro de um buraco no gelo, pôs-nos doentes. Fartei-me de me contorcer no sofá. A partir do momento em que se tem um filho as histórias tenebrosas de abusos, desaparecimentos, acidentes e afins tocam-nos mesmo de outra forma... Fora isso, recomendadíssimo.
segunda-feira, agosto 3
Dilemas de mãe #5
Porque é que quando já fizemos tudo o que devíamos, durante a sesta deles, e finalmente pensamos que vamos descansar uns minutos, eles decidem acordar?
domingo, agosto 2
Nove
Meu Henrique, apesar de seres tão pequeno, todos os meses dás um pulo de gigante. E este foi sem dúvida um mês de muito movimento, às vezes acho que até podias gerar eletricidade cá para casa. Cada vez fico mais feliz de teres nascido em novembro e chegares agora ao verão já a gatinhar. Aconchego das mantinhas e colinho no tempo frio, e pernas ao léu a rebolar na relva e na areia da praia o calor. Assim foi este mês em que te lançaste a gatinhar para a frente e agora já não há quem te pare! Aliás, gatinhas com vontade de te pôr de pé, já te queres empoleirar no sofá, nas grades da cama, fartas-te de dar cabeçadas em tudo o que é sítio, até já caíste de uma cama abaixo. Não passou de um pequeno susto... Pensei que todas estas movimentações iam demorar um bocadinho mais, confesso, mas, se sempre tiveste uma curiosidade louca por tudo quanto conseguias ver, enquanto estavas só ao colo, agora então, a gatinhar por onde queres e te deixam, pareces querer abarcar o mundo inteiro... Tens uma curiosidade enorme pelas folhas, flores, passarinhos e também pelas tomadas de eletricidade e muitas outras coisa onde não podes mexer. És mesmo um rapaz muito dinâmico.
Este foi também o mês das primeiras férias a três e, além de teres adorado a relva e a areia, ao contrário da mãe com a tua idade, também te sentiste em casa com a piscina - o treino dos últimos meses valeu a pena! E, mesmo depois de alguma reticência com as ondas do mar, acabaste dentro de água a tomar banho com o pai em Cacela Velha. Ver-te nas pocinhas a chapinhar e brincar contigo com as forminhas foi das melhores atividades de férias que alguma vez tivemos. E ainda gostas mais dos duches em casa, já levas com belas chuveiradas na cabeça sem te queixares.
Já não dizes mamã, mas sei que vais voltar a dizer em breve e para compensar continuas a elevar os bracinhos na nossa direção quando te queres proteger do mundo. Às vezes parece que não és lá muito menino dos papás, gostas da tua autonomia e finges que não nos ligas nenhuma, mas depois lá cedes aos encantos de um colinho à vinda da praia e encostas-te no nosso peito, ou refilas quando não vou atrás no carro, obrigando-me a fazer quilómetros no banco da frente, virada para trás, a adormecer-te com a minha mãozinha na tua bochecha. Quer queiras, quer não levas com um pai e uma mãe do mais lamechas que há, sempre a esborrachar-te com beijinhos e abraços. Quando estás para aí virado dás umas gargalhadas contínuas que enchem o coração.
Continuas a tua descoberta dos sons. Além de tocares na guitarra do pai, agora também te dedicas ao piano que os tios Bárbara e Nuno te ofereceram e gostas muito. [Se algum dia me esquecer de te contar, quero dizer-te que o pai antes de nasceres só pegava na guitarra quando estava mesmo feliz e relaxado, nunca gostou de ser jukebox, de tocar discos pedidos, nem mesmo a pedido da mãe, mas desde que tu cá estas ele toca muito e tu sabes o que isso quer dizer? Que ele está muito feliz, que tu o pões muito de bem com a vida. A tua relação com a música é por isso muito importante nos nossos dias. É por isso que gosto de te deixar escrito o quanto tu gostas de explorar os instrumentos musicais que te vão chegando, até aquela maraca com um tupperware e arroz que a mãe inventou. Se na adolescência fores metaleiro, a mamã depois reconsidera esta parte.]
Com tanto movimento e descoberta espacial, tem sido mais difícil ter-te sossegadinho para ler para ti, mas vou persistir.
Continuas a dormir, a comer muito bem e com uma saúde de ferro. Em todos estes meses apenas uma alergia desconhecida e uma pequena constipação.
Somos uns pais babados e temos motivos para isso. Não nos cansamos de tanta felicidade.
sábado, agosto 1
O meu Reiki secreto
Não sou de excluir à partida ciências que desconheço mas, não sendo seguidora nem aprendiz de nenhuma, tenho apenas o coração e a cabeça abertos para aquilo que não me parecer que traga mal ao mundo ou que seja simplesmente uma burla. É por isso que secretamente, quando estou a adormecer o Henrique, tento com as minhas mãos passar-lhe boas energias, enquanto penso no quanto gosto dele e lhe quero bem. Chamem-me mística, crédula, o que seja, mas acreditem que, quando me concentro mesmo acredito, ele para de chorar mais depressa, que relaxa e adormece.
quarta-feira, julho 29
Resoluções de férias (ou não): aumentar a família
Passar férias com um filho pequeno não é necessariamente estar de papo para o ar com imenso tempo para pensar - não mesmo - mas a divisão de tarefas com o mini, as idas à praia e a outros sítios que nos inspiram e nos deixam relaxados e mais conversas a dois fazem-nos ter aquela sensação de final de ano e de vontade de começar novos projetos. Já me vieram dois ou três à cabeça mas inevitavelmente aquele que mudará mais a minha vida será o segundo filho. Como decidi tirar uns anos para ter os filhos todos seguidos, a decisão não tardará mas, enquanto andamos aqui a ganhar coragem, dei por mim a fazer listinhas sobre as vantagens e desvantagens de ter filhos com idades próximas:
O bom
O bom
1. Brincadeiras parecidas, maior proximidade de interesses e eventualmente maior cumplicidade entre os filhos
2. Bloco familiar mais fácil de gerir no futuro - se um tiver 10 anos e quiser ir ao cinema, é chato ainda ter um bebé de dois que não pode ir...
3. Os mesmos livros escolares
4. Fraldas e afins em modo concentrado - não dá tempo para nos esquecermos como se lida com um bebé, basta mantermo-nos atualizados
4. Fraldas e afins em modo concentrado - não dá tempo para nos esquecermos como se lida com um bebé, basta mantermo-nos atualizados
O menos bom
1. Desgaste maior meu e do pai a curto prazo
2. Possibilidade dos filhos encobrirem mais os disparates uns dos outros sendo mais próximos
3. Despesas maiores mais concentradas: creches, universidades, erasmus...
4. Maior dificuldade em distribuir os miúdos pelas ajudas quando saímos os dois, sobretudo quando pensamos em ir ao terceiro
Confesso que uma das coisas que mais me preocupam é a gravidez com um bebé tão mexido em casa, estar sempre no chão com ele, os pontapés, pegar-lhe ao colo para quase tudo... E os primeiros tempos de habituação de ter dois comigo, gerir a amamentação a um enquanto o outro tenta deitar tudo o que pode para o chão e põe as mãos em tudo o que não deve, saber o que faço a um enquanto adormeço o outro. Sei que é uma questão de prática e que depende muito dos bebés, mas é um desafio enorme que me assusta e muito. A questão de pôr o Henrique na creche quando o próximo nascer é uma forte possibilidade e ajudaria muito a gerir a situação, mas não quero que se sinta posto de parte ou preterido agora que já se habituou a estar comigo em casa, mas também sei que aos dois anos será uma óptima altura para deixá-lo ver mais mundo... São daquelas decisões muito pensadas e temidas mas que depois se tomam de um dia para o outro, como a mergulho que damos sem pensar, mesmo sabendo que a água está gelada... É preciso coragem!
4. Maior dificuldade em distribuir os miúdos pelas ajudas quando saímos os dois, sobretudo quando pensamos em ir ao terceiro
Confesso que uma das coisas que mais me preocupam é a gravidez com um bebé tão mexido em casa, estar sempre no chão com ele, os pontapés, pegar-lhe ao colo para quase tudo... E os primeiros tempos de habituação de ter dois comigo, gerir a amamentação a um enquanto o outro tenta deitar tudo o que pode para o chão e põe as mãos em tudo o que não deve, saber o que faço a um enquanto adormeço o outro. Sei que é uma questão de prática e que depende muito dos bebés, mas é um desafio enorme que me assusta e muito. A questão de pôr o Henrique na creche quando o próximo nascer é uma forte possibilidade e ajudaria muito a gerir a situação, mas não quero que se sinta posto de parte ou preterido agora que já se habituou a estar comigo em casa, mas também sei que aos dois anos será uma óptima altura para deixá-lo ver mais mundo... São daquelas decisões muito pensadas e temidas mas que depois se tomam de um dia para o outro, como a mergulho que damos sem pensar, mesmo sabendo que a água está gelada... É preciso coragem!
segunda-feira, julho 27
As primeiras férias a três (parte II): o que trouxemos (e voltaríamos a trazer)
Este ano juntei assim alguns itens à nossa bagagem e o carro veio um bocadinho mais atulhado que o costume. O que não pode faltar para o mini, além da roupa que é quase tudo o que tem para esta idade:
- Cama de viagem da Chicco (é herdada e um bocadinho pesada, mas é bem sólida e fácil de montar)
- Cadeira da papa IKEA (tão fácil de desmontar e tão prática que já não sei viver sem ela)
- Varinha mágica e 1,2,3 para os purés de frutas e para a única sopa que fiz nas férias para ele (congelei e vou tirando para ir intervalando com as Blédina e afins, se viéssemos diretamente traria várias congeladas para evitar o trabalho, talvez para o ano...)
- Lancheira térmica pequenina e aquelas coisas que se põem no congelador a refrescar (nome?) para levarmos os iogurtes e a fruta dele para a praia
- Intercomunicadores
- Bóia para a piscina
- Banheira insuflável, que também serve de piscina no terraço
- Medicamentos e afins: Benuron, Fenistil, Vigantol, Mitosyl
- 2 mudas de cama e 2 toalhas de banho
- Saco com brinquedos de praia e saco de brinquedos para casa que inclui 1 ou 2 livros e mais alguns brinquedos na minha mala e no carro
- Biberons, caixinhas plásticas da Avent para a fruta da praia, babete plástico da papa
- 1er Gel Lavant da Uriage que dá para o corpo e cabelo (o champô deixamos em casa), creme Xémose da Uriage (super hidratante para a pele do mini recuperar devidamente das agressões da praia) e creme protetor fator 50 mineral da Avène
- 1 pacote de fraldas e 3 de toalhitas (foi preciso reforçar)
Além da nossa roupa e produtos de higiene, costumo também trazer:
- Esfregão da loiça (não dá jeito nenhum andar a comprar packs em férias e depois trazer tudo para cima)
- Detergente da loiça e roupa em doseadores mais pequenos (este ano o da roupa está a dar imenso jeito porque não há t-shirts limpas suficientes para as que um bebé suja, já fiz duas máquinas e assim também evito o excesso de trabalho quando regressar a casa - chamem-me louca mas prefiro assim)
- Rolo de cozinha
- Kit com sal e especiarias em miniatura
- Kit de medicamentos (gosto sempre de ter uma pastilhinha ou um cremezinho para toda a maleita e bem jeito me dá)
O que me fez falta e devia ter trazido:
Kit de costura (o saco do chapéu da praia rompeu-se e é uma seca transportá-lo assim)
Além da nossa roupa e produtos de higiene, costumo também trazer:
- Esfregão da loiça (não dá jeito nenhum andar a comprar packs em férias e depois trazer tudo para cima)
- Detergente da loiça e roupa em doseadores mais pequenos (este ano o da roupa está a dar imenso jeito porque não há t-shirts limpas suficientes para as que um bebé suja, já fiz duas máquinas e assim também evito o excesso de trabalho quando regressar a casa - chamem-me louca mas prefiro assim)
- Rolo de cozinha
- Kit com sal e especiarias em miniatura
- Kit de medicamentos (gosto sempre de ter uma pastilhinha ou um cremezinho para toda a maleita e bem jeito me dá)
O que me fez falta e devia ter trazido:
Kit de costura (o saco do chapéu da praia rompeu-se e é uma seca transportá-lo assim)
Se ainda estão para ir e a fazer malas, boas férias!
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