Porquê correr e não fazer outro exercício menos violento? Primeiro, detesto tudo o que meta músicas alta e coreografias, por mais simples que sejam. Sou a pessoa menos coordenada que conheço para esse género de coisas. Esqueçam, que não tento mais, já o fiz demasiadas vezes e fico sempre demasiado envergonhada para tirar proveito das aulas. Segundo, correr não tem horários, posso acordar às 06h e aproveitar que o pai ainda está em casa para ficar com ele ou sair depois do jantar, não dependo de horários de ginásios. Terceiro, é o único desporto que eu sinto que tem efeito no meu metabolismo por ser mais agressivo e que, simultaneamente, me faz sentir bem por se tratar de um desafio pessoal. LGosto da ideia de me vencer a mim própria e de ser eu a gerir os treinos. A única coisa que é melhor que correr sozinha, é correr com o Paulo, o marido querido, mas eu sei que ele corre bem mais que eu e que são dias excepcionais que me são mais dedicados a mim, que a ele. Claro que gostaria de ter alguém que se dedicasse a mim e me obrigasse a mexer ainda mais do que apenas as corridas, mas antes de perder algum peso acho que não vale a pena estar a trabalhar localizadamente o corpo.
segunda-feira, setembro 7
Corridas em pausa
Porquê correr e não fazer outro exercício menos violento? Primeiro, detesto tudo o que meta músicas alta e coreografias, por mais simples que sejam. Sou a pessoa menos coordenada que conheço para esse género de coisas. Esqueçam, que não tento mais, já o fiz demasiadas vezes e fico sempre demasiado envergonhada para tirar proveito das aulas. Segundo, correr não tem horários, posso acordar às 06h e aproveitar que o pai ainda está em casa para ficar com ele ou sair depois do jantar, não dependo de horários de ginásios. Terceiro, é o único desporto que eu sinto que tem efeito no meu metabolismo por ser mais agressivo e que, simultaneamente, me faz sentir bem por se tratar de um desafio pessoal. LGosto da ideia de me vencer a mim própria e de ser eu a gerir os treinos. A única coisa que é melhor que correr sozinha, é correr com o Paulo, o marido querido, mas eu sei que ele corre bem mais que eu e que são dias excepcionais que me são mais dedicados a mim, que a ele. Claro que gostaria de ter alguém que se dedicasse a mim e me obrigasse a mexer ainda mais do que apenas as corridas, mas antes de perder algum peso acho que não vale a pena estar a trabalhar localizadamente o corpo.
Dentro dos sonhos dele
Naqueles dias, sobretudo de fim-de semana, muito intensos e cheios de atividades em que regressamos a casa já em cima da hora do jantar, e ele adormece no carro, não temos muitas vezes coragem para acordá-lo. A ideia de o arrancar abruptamente do sono quentinho para enfiá-lo no banho e dar-lhe de jantar, só para cumprir rotina, não nos convence. Se está ferrado tiramos só as peças de roupa menos confortáveis e deixamo-lo dormir na caminha. Ele está óptimo de peso e não haveria mal em não lhe dar jantar, mas quando não acorda, antes de eu ir para a cama não consigo deixar de lhe dar um biberon de leite para ter a certeza que fica mais aconchegado. A primeira vez que o fiz morri de medo que ele ficasse acordadíssimo e depois já não pegasse no sono, mas nada disso. Dou-lhe umas festinhas, falo baixinho com ele e pego-lhe. Aninhado em mim na poltrona do quarto dou-lhe o leite meio a dormir, meio acordado. Ele fica sempre de olhos fechados mas a beber com convicção. No fim levanto-me com ele encostado ao meu ombro para arrotar e ele mantém-se ali aninhado deliciosamente. São daqueles momentos que quero recordar para sempre de tão ternos. A ideia de poder aconchegá-lo assim, quase dentro dos sonhos, é tão mágica... Da primeira vez até chorei com tamanha beleza. Sendo ele agora mais crescido e mais mexediço, poder novamente tê-lo assim nos braços, de forma a contemplá-lo com serenidade, a servi-lo neste miminho, é quase como se regressasse por instantes ao estado de recém-nascido.
sexta-feira, setembro 4
Chamou-lhe um figo
Como já escrevi aqui antes, tentamos diversificar tanto quanto podemos, dentro dos limites das regras dadas pelo médico de família (que diz para evitar citrinos e frutos vermelhos até aos 12 meses, por exemplo), a alimentação do nosso bebé. Isso significa que não ficamos apenas pelas frutas mais básicos como a maçã, a banana ou a pêra. Gostamos sobretudo de experimentar todas as frutas da época, porque dizem que a natureza nos oferece aquilo de que precisamos, na época em que precisamos. Por outro lado, como é hábito lá em casa, só compramos o que é nacional e tentamos fazê-lo o mais possível no mercado onde as frutas e legumes, que vêm muitas vezes de produções mais pequenas, têm também mais sabor.
Esta semana a nossa vizinha trouxe-nos uma tigela cheia de figos maduros e doces caseiros e pensei logo em dar-lhe. Achei que a textura talvez fosse difícil de aceitar à primeira e decidi juntar dois ou três aos iogurtes naturais da tarde. Foi um sucesso! Adorou e, até para nós, é uma sobremesa deliciosa! Fica a sugestão.
quinta-feira, setembro 3
Mãe a tempo inteiro: regra de sobrevivência #1 - agarrar as manhãs e planear os dias
Outra coisa que é importante é, por isso, planear as atividades do dia seguinte, de preferência na noite anterior. Sem grandes elaborações, equilibrar a semana entre programas que sejam dedicados às crianças e a nós - os nossos variam no bairro e em jardins, visitas à família e amigos, programas especiais como a Quinta Pedagógica ou o IKEA, com os quais ele delira, mas também atividades essenciais como tarefas domésticas, compras no supermercado e no mercado, tratar de assuntos burocráticos, fazer alguma compra necessária... Ele entretém-se imenso a olhar para tudo, mesmo nestas andanças e toda a gente se mete com ele, o que também é excelente para a socialização.
Nos dias em que não conseguimos arranjar nada de especial para fazer fora de casa, é preciso ter algum espírito criativo para criar atividades que lhe despertem interesse. Além dos brinquedos dele, pequenas coisas como caixas para batucar, chaves para fazer barulho, papéis para rasgar, tecidos para fazer tendas e esconde-esconde, colheres e molas da roupa para roer ou água no bidé para chapinhar são coisas simples que fazem as maravilhas dele. Até papel higiénico experimentámos ontem desenrolar! Também ouvimos músicas para crianças no Spotify (os cd's da Carochinha sobretudo), que tento aprender para cantar para ele, conto-lhe histórias com muitos gestos e voz teatral. Tento deixá-lo brincar sozinho, para que saiba entreter-se, mas despertar-lhe o interesse em novas coisas com que possa fazê-lo. Entre brincadeiras, refeições e soninhos, o dia passa mesmo muito rápido. Chegamos os dois estafados às 20h, hora de chegar o pai, do jantar e da caminha para ele.
quinta-feira, agosto 27
Dormir juntinho a ele, um desejo impossível
Nas noites em que ficamos só os dois em casa, o mini e eu, fico com uma vontade louca de o trazer para o pé de mim e de dormir com ele. Ter aquela coisa boa, com cheirinho a bebé do banho recém tomado, a respirar tão suavemente ao meu lado é uma verdadeira guloseima. Quando era mais bebé, chegámos a dormir assim com ele nas manhãs de fim-de-semana e era uma verdadeira delícia. Na verdade acho que não dormia, ficava só a apreciar a nossa obra de arte...
Nesta fase mexediça em que está seria, infelizmente, demasiado perigoso. Agora não conseguiria mesmo dormir sossegada com medo que ele caísse da cama, mas fico completamente derretida a vê-lo dormir no berço nas suas posições estapafúrdias e a sonhar com o dia em que possa cumprir esse desejo, só uma vez de vez quando como me lembro de fazer com a minha avó... Memórias tão doces essas de expulsar o meu avô (dizia na minha inocência que "os avós já não namoravam por isso não precisavam de dormir sempre juntos!" - o riso da família materna toda, ainda hoje) e de adormecer com a história do coelhinho das couves. Não importava que fosse a mesma, o sabor de adormecer assim embalada pelas palavras e pela sua voz é inesquecível.
Não
terça-feira, agosto 25
Amour
Esta semana não nos apetecia ver nenhuma americanice, e conseguimos ver finalmente o Amour do Michael Haneke. Para quem não viu, o filme retrata a degradação do membro feminino de um casal e a dedicação do marido até ao derradeiro fim. A história tem tudo para ser de chorar de uma ponta à outra, mas a beleza do relacionamento entre os dois na dignidade com que mantêm velhas rotinas, na forma como preservam algum pudor, nos interesses como a música que preservam e os animam, mesmo durante a doença dela, tornam o filme tão natural que acaba por ser um murro no estômago a seco, sem lágrimas. Pouco conversámos sobre o filme, mantivemo-nos acordados e presos à televisão nos momentos mais silenciosos e difíceis e sinto que fomos dormir aconchegados por nos termos também um ao outro. Muito temos para caminhar até lá mas acho que estamos no bom caminho.
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